sábado, 22 de maio de 2010

A.Q.S.F part. 1

O ser humano é em sua maioria constituído por água. Sim, ela nós rodeia e de forma abundante  “AINDA” é encontrada no planeta, possibilitando nossa vida... Dizia professor em quanto eu me perdia pensando no meu amor...
“Qual o  motivo dessa narração em plena aula de Física? “ O professor não tinha noção de que eu não estava presente na sala de aula, sala de aula chata, sala chata e sem graça, chata como a cara do professor... Eu estava viajando. Eu estava flutuando. Eu lembrava a noite anterior em que fiz o melhor sexo da minha vida, com garoto mais idiota que conheci e o qual possuía o maior objeto pessoal que já vi.
Não podia estar interessado nele, afinal ele era idiota e era conhecido demais para quaisquer propósitos futuro... Sei lá, poderia enumerar mil motivos para descrevê-lo como não sendo bom o suficiente para mim, mas o que importa, é que serei para sempre apaixonado por um belo, cretino e entusiasmado surfista! 
Meu amor partiu no dia sete de julho de 2009 e nunca mais me ligou. A essa realidade devo toda a esperança de um dia achar alguém suficientemente cretino e insaciável
que me complete igual a ele. Penso nele todo dia. Morávamos juntos e a rotina sem ele é triste, mas estou quase adaptado pois afinal é como dizem: Nada como a adaptação. Ele me ensinou a fumar e também a aproveitar ao máximo as oportunidades, assim como ele fazia, assim como ele fez ao me deixar. Fui trocado por parafina e belas ondas do Havaí.
Eu sei que as ondas, para um surfista, são bem mais tentadoras do que sexo e roupa lavada, mas, sinto do fundo do meu íntimo que antes de se evadir, ele deveria ter ao menos se despedido de forma descente, de modo condizente, de modo a respeitar tudo o que vivemos. Sou realista, não recebo bem as críticas, mas compreendo atitudes impulsivas e eu o perdoaria se ele tivesse me dado o último beijo.
A aula acabou e eu estava tão feliz por isso. Estava indo para a casa. Para internet. Para o frango assado do meu tio. Jesus! A quanto tempo não almoçava direito.
Meu ônibus demora tanto. Acho que só existem dois ou três veículos fazendo todo o itinerário. Entretanto é nele que encontro possíveis parceiros sexuais... Entende?
Caçar é meu hobbie e eu acho que sou bom nisso. Caço rapazes desde que me entendo por gente, claro, de filosoficamente-gay falando. Os homens são espertos até certo ponto, até o momento que lidam com mulheres, quando  estão lidando com outro é homem é completamente diferente! Não chamando as mulheres de burras, pelo amor de Deus, mas é que eles perdem a razão, a compostura e o que vier agregado a isso, quando estão com outros homens. Digo isso como bom entendedor não me falhando a memória e ousadia...
Quando eu era mais novo, atraía bem mais os homens. Hoje infelizmente só os fracos e oprimidos consigo atrair. Com o Surfista (assim conhecido por ser “a fera” no que fazia, surfar no caso), foi diferente. Não precisei caçar, ele me achou. Ele me encontrou em uma altura da vida que eu nem sabia mais o que queria. Ele não é exemplo para ninguém, entretanto seu jeito de ser, me inspirava no que diz respeito à determinação. Confesso que ele era mais errado do que certo, mas gostar do duvidoso foi sempre mais interessante para mim.
Ele não foi a minha maior decepção; foi quase. Meu pai superou todos os limites ao que diz respeito mágoa, chateação e arrependimento. Desde que meu amor se foi não consigo confiar em mais ninguém.  Em dezembro tentei até a paixão, não deu certo!
Fiz tantas coisas idiotas depois que ele se foi, fiz até uma música; o refrão dizia assim:
“ Amor quando se for... eu sei que não vai mais voltar./ Meu amor quando se for, sei que não vai me ligar/ Agente não vai se entender, e essa ausência vai matar... meu amor quando se for...não pensa em voltar...”
Gosto de imaginar sobre a reação dele me ouvindo cantar...
Meu Deus como eu gostaria...


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